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domingo, 16 de julho de 2017

O Aliciador


" - Costumamos chamá-los de monstros porque nós os vemos como pessoas distantes de nós, porque queremos que sejam 'diferentes' - dizia Goran em seus seminários. - No entanto, são semelhantes em tudo e por tudo. Mas preferimos reprimir a ideia de que um semelhante seja capaz de tudo isso, em parte para absolver nossa própria natureza. Os antropólogos definem isso como 'despersonalização do réu' e constitui o maior obstáculo para a identificação de um serial killer: um homem tem pontos fracos e pode ser capturado; um monstro, não".

Donato Carrisi estava na minha lista à um tempo, e estava curiosa para conhecer. Comecei com "O Aliciador", Editora Record.
O livro começa um pouco devagar, mas depois vai criando vida própria e nos enche de ansiedade.
Apesar de suas 433 páginas, foi uma leitura rápida e eficaz.
Seis braços são encontrados, cinco meninas estão desaparecidas. Uma equipe liderada pelo capitão Roche e pelo criminologista Goran Gavila segue as pistas do caso dos desaparecimentos, e logo percebe que está atrás de um serial killer cuja frieza e ferocidade não têm limites. Cada passo da polícia é antecipado pelo assassino, e a linha que separa caça e caçador é tênue.
Em cada cena de crime, novas evidências levam os detetives a acreditar que não se trata de apenas um, mas de vários assassinos agindo em conjunto. Depois de descobertos cinco corpos, as esperanças de que uma sexta menina esteja viva aumentam e o tempo se torna o grande inimigo da equipe de detetives. É então que se junta a eles a investigadora Mila Vasquez, especialista em casos de sequestro.
Aos poucos a polícia descobre que seu alvo é capaz de assumir as aparências mais variadas, colocando-a à prova incessantemente. Neste caso, cada vez que o mal vem à luz, traz consigo um sinal, obrigando os detetives a enfrentar sobretudo a escuridão que carregam dentro de si. A investigação se transforma em um jogo de pesadelos habilmente velados, um desafio contínuo.
É uma corrida contra o tempo, onde a incerteza é uma constante e os personagens são expostos aos seus piores demônios.
Recomendo.

Cláu Trigo

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