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domingo, 20 de maio de 2018

Resenha - Alameda dos Pesadelos


"A vida é um círculo. Na verdade, acho que tenho uma definição melhor. A vida é um jogo de tabuleiro; daqueles que você joga o dado e anda uma, duas, cinco casas. Se você não aprender o que tem que ser aprendido na vida, vai ser obrigado a voltar ao início e tentar de novo até conseguir. Se você teimar nos mesmos erros, vai ter que voltar ao início do tabuleiro."

Para o Desafio dos Nacionais do mês passado, tinha escolhido os livros da Karen, "Inverso" e "Reverso" (que inclusive já tem resenha AQUI). Há dois meses participamos de um evento da ABERST feito para o Dia das Mulheres, e a Karen estava lá. E quando descobri que ela tinha feito mais algumas tiragens de "Alameda dos Pesadelos", fiquei doida, pois ele estava na minha lista fazia um bom tempo, e como o livro não tinha mais edição físcia, ficava um pouco difícil de ler (mesmo tendo no Kindle, sempre acabo lendo muito devagar nele). E como já estava lendo os livros dela, decidi colocar esse também e assim já lia tudo da Karen, rsrs.
Aqui, vamos acompanhar o dia-a-dia sem graça de Vivian, uma mulher solitária, que tem como única companhia seu pai e seu filho. Até que um dia, voltando do trabalho, Vivian presencia um acidente no qual uma pessoa acaba morrendo. Depois disso sua vida vira um pesadelo: ela começa a ver um homem do seu passado que ela jurou nunca mais encontrar. E o pior? Ele quer vingança!
Até que ponto é realidade ou alucinação? O que separa vida real da imaginação? Para descobrir, e principalmente, conseguir escapar desse terror, Vivian terá que descobrir quais foram os seus erros e conseguir aceitar a própria culpa.
Tenho que admitir que demorei um pouco para ler esse livro, mas a culpa não é da Karen, é porque ultimamente não estou muito no clima de ler muitos livros. Mas uma noite, decidi que tinha que acabar ele logo e li praticamente ele inteiro em 4, 5 horas.
Vivian é uma personagem muito bem construída - inclusive, esse é um ponto forte da Karen, todos os seus personagens são muio bem construídos - e quanto mais vamos lendo, mais vamos sabendo do seu passado, dos seus erros e acertos também.
Gabriel, que vamos descobrir quem é, até o final, não tem como suportar ele. Depois acabamos entendendo o porque que ele fez o que fez, mesmo sendo errado.
O livro tem o seu suspense, principalmente no começo, quando ainda não entendemos o que está acontecendo. Tem uma cena no qual a Vivian está "presa" em uma casa, que é aterrorizante. Mas não é um livro para dar medo. Na verdade, está mais para uma história que nos mostra que temos que aceitar nossas culpas e erros, com uma forte pegada na religião, no sentido das imagens do Céu e Inferno serem bem importantes.
Teve pontos que gostei bastante, mas ainda acho "Inverso" e "Reverso" melhores.

Já leram? O que acharam? Comentem ai embaixo!

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

terça-feira, 15 de maio de 2018

Resenha - Lendo Lolita em Teerã


"A arte não é mais esnobe ou covarde. Ela ensina os camponeses a usar tratores, concede poemas líricos aos jovens soldados, desenvolve tecidos para as fábricas de vestidos, escreve paródias para o teatro das fábricas, serve a uma centena de outros ofícios. A arte é útil como o pão."

Mais um livro excelente lido!
A primeira vez que vi esse livro, foi ano passado no Skoob. Só pelo título, "Lendo Lolita no Teerã", da iraniana Azar Nafisi, Editora BestBolso e já fiquei interessadíssima! 
Adoro livros que tratam da literatura e do seu poder para mudar um estilo de vida, uma sociedade, um país - de abrir os nossos olhos para o que está acontecendo dentro de casa e fora dela também (como o quote de abertura da resenha exemplifica).
E esse livro é tudo o que sempre estou procurando e é o resultado de uma resistência necessária, em um país que tirou praticamente todos os direitos das mulheres - mas sobretudo, de uma resistência literária.
Aqui, Azar vai trabalhar obras como "Lolita", "Orgulho e Preconceito", "Madame Bovary", e de autores como Henry James, Fitzgerald, entre outros. Ela, uma professora da Universidade do Teerã, trará aqui encontros secretos com oito mulheres (que tinham sido suas alunas), para estudar essas obras já citadas e outras, que depois da revolução islâmica liderada pelo aiatolá Khomeini, em 1979, foram censuradas e proibidas de serem lidas, podendo até ser preso quem carregasse um volume desses livros. Ela também irá nos mostrar como essa "revolução" (revolução entre aspas, porque não necessariamente significa algo bom e positivo) começou, e como os direitos das mulheres foram sendo retirados.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Resenha Atrasada - O Jardim dos Esquecidos (Série: Saga dos Foxworth - Livro 1)


"Eu deveria ter contado a vocês que seus avós são obsessivamente religiosos. Acreditar em Deus é bom, o certo. Mas quando alguém reforça sua crença com palavras retiradas do Velho Testamento e as interpretam da forma que mais lhes convém, é hipocrisia, e é exatamente isso o que meus pais fazem. "

Faz uns dois anos que comprei esse livro, e cheguei nele por causa de sua capa - apesar de normalmente eu não gostar de pessoas nas capas, essa eu achei bem bonita - mas fiquei realmente interessada por causa de sua sinopse.
"O Jardim dos Esquecidos", da americana V. C. Andrews, Editora Figurati, é o primeiro volume da quintologia da saga dos Foxworth.
Tudo era as mil maravilhas para Cathy e Chris e seus irmãos gêmeos Cory e Carrie. Até o dia em que um policial bate na porta de sua família falando que seu pai sofreu um acidente e faleceu. Com sua tristeza e problemas financeiros, sua mãe Corrine, percebe que não tem mais como eles ficarem em casa sem ela trabalhar, decide então se mudar para a casa de seus pais, que são muito ricos, para ver se consegue um trabalho e juntar dinheiro para conseguir melhorar a sua vida e a de seus filhos - mas principalmente para garantir sua herança!
Para isso as crianças deverão viver no sótão, como se não existissem. Isso porque os avós das crianças acham que elas são filhas do pecado, por causa do relacionamento de seus pais (que eram primos distantes quando se casaram).
O problemas é que a avó é o demônio em pessoa e eles precisam "torcer" para que o avô morra, para ficarem com o dinheiro e saírem dali. A mãe deles prometem que eles ficarão ali, vivendo daquele jeito, por pouco tempo. No entanto, esses dias viram meses e anos.

domingo, 6 de maio de 2018

Resenha Dupla: Inverso + Reverso - #OlharNosNacionais


"É isso que os médicos fazem com você: eles te deixam preocupado, confuso, com medo. São profissionais do medo. Não existe temor maior que que descobrir que alguém que você ama está doente e pode ir embora: sem volta, sem adeus. Porque não existe adeus de verdade na morte. Ela é a interrupção seca, abrupta e cruel na vida de uma pessoa. Na verdade, na vida de várias pessoas."

É bem difícil eu dizer que fiquei triste com um livro, mas essa duologia conseguiu me deixar assim. Estou falando de "Inverso" e "Reverso", da Karen Alvares, Editora Draco. Um drama com uma forte influência de "Coraline" e uma interessante interpretação sobre os espelhos - além, é claro, do nosso famoso e adorado suspense.
Preciso primeiro dizer que decidi fazer uma resenha dupla, pois ai é mais fácil falar do geral sem ter que separar os textos. No finalzinho também farei um breve comentário sobre o conto "O Pressente", que se passa entre os dois livros.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Resenha Atrasada - Sala dos Homicídios


" - O pior é que eu não posso me lamentar, não abertamente. Não há ninguém com quem eu possa falar sobre Neville. As pessoas ouvem os comentários sobre a morte dele e especulam. Naturalmente ficam chocadas e parecem genuinamente sentidas. Mas também ficam excitadas. A morte violenta é horrível, mas é também intrigante. Ficam interessadas. Vejo isso em seus olhos. O assassinato corrompe, não é verdade? Acaba com mais coisas do que somente uma vida. "

Todos vocês já sabem que o meu gênero preferido é o policial e o tempo todo estou querendo conhecer novos autores e escritas diferentes.
No começo do ano ano, quando estava escolhendo os livros que leria para o desafio, fiquei bem interessada nas histórias da P. D. James e acabei escolhendo "Sala dos Homicídios", Editora Cia das Letras.
A autora inglesa, durante a II Guerra Mundial, trabalhou na Cruz vermelha e no Serviço de Segurança Britânico. Depois, entrou para o Departamento de Polícia do Ministério do Interior (e ainda recebeu da rainha Elizabeth o título de Baronesa James of Holland Park)! Usando de todo o conhecimento que adquiriu durante esses anos, P. D. James irá escrever uma história que a princípio deveria ser envolvente e enigmático mas, não achei tudo isso...
Em Hampstead Heath, no pequeno museu Dupayne, existe uma Sala dos Homicídios, local onde estão expostos os crimes mais famosos da década de 20 e 30, o período do entre guerras, porém a tranquilidade daquele local é ameaçada quando uma série de assassinatos acabam envolvendo os funcionários do museu. O corpo de um dos filhos do fundador é incinerado: assassinato? suicídio? Dentre essas questões, o detetive Adam Dalgliesh percebe que a morte lembra um caso da Sala dos Homicídios, ou seja, alguém está recriando os famosos crimes da sala!

terça-feira, 24 de abril de 2018

Resenha - Caixa de Pássaros


"É um blecaute, pensa Malorie. O mundo, o exterior, está sendo desligado. Ninguém tem respostas. Ninguém sabe o que está acontecendo. As pessoas estão vendo alguma coisa que as leva a machucar os outros. A machucar a si mesmas. As pessoas estão morrendo. Mas por quê?"

Quando peguei este livro, estava muito receosa pela leitura, pois é uma história que dividi muito a opinião dos leitores. Ele é daqueles livros 8 ou 80. Uns amam e outros odeiam. Não tem meio termo.
E preciso confessar: faço parte do grupo que amou o livro.
"Caixa de Pássaros", do americano Josh Malerman, Editora Intrínseca, é um suspense psicológico, que mesmo lendo a sinopse, é um pouco difícil de entender sobre o que se trata o livro.
Depois de quatro anos do começo de uma epidemia, restam poucos sobreviventes no Planeta Terra. A única coisa que sabe-se sobre essa epidemia é que não pode-se sair na rua com os olhos abertos, senão a pessoa enlouquece e acaba se matando e matando as pessoas que estão próximas a ela. As pessoas que sobreviveram têm que viver dentro de casa com cobertores tapando todas as janelas e não podem sair sem vendas.
Iremos acompanhar Malorie, uma dessas sobreviventes, junto com seus dois filhos de quatro anos, o Garoto e a Garota. Eles vivem numa casa abandonada próxima ao rio, e o seu maior desejo é sair desse local, fugir para um lugar seguro para ela e os filhos. Mas para fugir, ela terá que remar durante horas e horas, com os seus olhos e dos seus filhos vendados por 32 quilômetros, contando apenas com a sua experiência e os ouvidos treinados das crianças, que nunca viram a luz do sol. Enquanto eles estão fugindo, há algo os seguindo. Seria um homem, um animal ou uma criatura? Por maior que seja o medo, Malorie só sabe de uma coisa: ela não pode abrir os olhos!

sábado, 21 de abril de 2018

Resenha: Mas Você Vai Sozinha? - #OlharNosNacionais


"Décadas depois, quando comecei a viajar a trabalho para cobrir festivais de música ou entrevistar bandas, voltei a enviar relatos para meus amigos por e-mail. Escrevia sobre onde estava, o que estava vendo, o que achava que eles gostariam de ver, coisas que poderiam estar em cartões-postais. Por causa desses relatos, uma hora me peguei viajando para escrever sobre a Índia, Portugal ou Ilha de Páscoa, e entendi que muito mais do que os carimbos no passaporte, o que define o viajante é o que ele tem para contar."

Estava muito ansiosa para ler esse livro. "Mas Você Vai Sozinha?" escrita por Gaía Passarelli, Editora Globo Livros. Foi uma leitura rápida e fluída. Houve momentos que rimos das cada coisa que a autora passou, e outros ficamos curiosos para saber mais da cultura do local, ou da história daquelas pessoas que ela encontrou durante o tempo em que estava na estrada.
O livro têm 17 textos sobre viagens que ela fez durante vários anos, com dicas sobre os países e cidades que conheceu - e sempre sozinha. E não há nenhum problemas em viajar sozinha!
A leitura é muito gostosa e alguns textos são melhores que outros. Dentre os 17, o que mais gostei foi "A Aliança Águia- Condor", que foi quando a autora foi para a Colômbia e participou de um ritual/cerimônia indígena. É um texto mais calmo e bonito, e é muito interessante conhecer mais da cultura colombiana e principalmente da indígena - é algo que não está ao nosso alcance, a menos que viajemos para o local.
O texto "Perdidos nas Montanhas de Itatiaia" é muito engraçado. Ele se passa no Parque Nacional de Itatiaia, no RJ, e simplesmente aconteceu foi que ela com o namorado se perderam no parque e é hilário ler o texto e tudo o que eles passaram perdidos.